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Política

CPMI do INSS mira Romeu Zema e amplia pressão sobre esquema de empréstimos consignados

Subcomissão intensifica investigações ao pautar convocação do governador de Minas e quebra do sigilo da Zema Financeira, aprofundando disputa política entre aliados e adversários no Congresso

A CPMI do INSS decidiu elevar o tom das investigações e incluiu na pauta desta quinta-feira a convocação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), além do pedido de quebra de sigilo da Zema Financeira, empresa ligada à família do político. A iniciativa amplia o foco do colegiado sobre o mercado de crédito consignado voltado a beneficiários de programas sociais.

O movimento ocorre em meio ao embate entre Zema e o deputado Rogério Correia (PT-MG), autor do requerimento que pede acesso às operações da instituição financeira. Correia, adversário histórico do governador, sustenta que a empresa foi uma das beneficiadas pela Medida Provisória 1.106, editada pelo governo Jair Bolsonaro em 2022, depois convertida na Lei 14.431.

A norma autorizou instituições financeiras a conceder empréstimos com desconto direto em até 40% do valor pago pelo Programa Auxílio Brasil, ampliando o mercado de crédito voltado a famílias de baixa renda. A Zema Financeira foi uma das empresas autorizadas pelo Banco Central a operar a linha de consignado destinada ao público vulnerável.

Parlamentares da base governista afirmam que a convocação é necessária para esclarecer o alcance da política e verificar se houve tratamento privilegiado. Aliados de Zema, por outro lado, acusam a CPMI de instrumentalização política e afirmam que o governador não teve participação direta no processo.

Além de Zema, a comissão pautou a ida do presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, e do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias. A decisão integra a estratégia anunciada pelo comando da CPMI de ampliar o escopo das apurações e reforçar a narrativa de transparência.

A expectativa é que a votação dos requerimentos seja marcada por disputa interna. A oposição tenta blindar Zema, provável protagonista do campo da direita na eleição presidencial de 2026. Já a base do governo busca explorar pontos considerados sensíveis da relação entre o ex-governador Romeu Zema e o mercado financeiro.

A CPMI promete manter o ritmo, enquanto cresce a pressão por respostas sobre o impacto dos consignados na renda das famílias beneficiárias do antigo Auxílio Brasil.

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