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Gritos e gemidos ou agressão? PM bate à porta e noite termina no Juizado em Patrocínio

Denúncia de possível violência doméstica mobiliza viatura no Serra Negra; casal afirma que os gritos eram de prazer, mas comentário do jovem resulta em TCO

A movimentação policial chamou a atenção de moradores do bairro Serra Negra, em Patrocínio, na noite desta semana. Após ouvir gritos intensos vindos de uma residência, um vizinho acionou a Polícia Militar temendo tratar-se de um caso de agressão contra mulher.

Diante da suspeita, os militares seguiram o protocolo e foram até o imóvel para averiguar a situação. Ao atender a equipe, um jovem de 18 anos demonstrou irritação com a presença da viatura e afirmou que os ruídos eram resultado de um momento íntimo consensual com a companheira, de 31 anos. A mulher confirmou a versão e assegurou que não houve qualquer tipo de violência.

A ocorrência, que começou sob suspeita de crime previsto na Lei Maria da Penha, parecia resolvida. No entanto, segundo o registro policial, o jovem fez um comentário considerado desrespeitoso durante a abordagem. Ele teria dito que “não podia nem bater na mulher” que a polícia aparecia.

A declaração levou os militares a darem voz de prisão por desacato. O rapaz assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e se comprometeu a comparecer ao Juizado Especial Criminal.

A denúncia de agressão não se confirmou. Ainda assim, a intervenção policial seguiu o padrão adotado em ocorrências que envolvem possível violência doméstica. O caso agora será analisado pela Justiça.

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