Fala em educação, pratica analfabetismo funcional
Portal que publica ranking sobre piso do magistério sem saber — ou sem querer — fazer proporcionalização de carga horária deveria, antes de cobrar educação dos outros, frequentar uma aula de matemática básica

Um levantamento amplamente compartilhado nas redes colocou Patrocínio no topo do descumprimento do piso nacional dos professores em Minas Gerais. A publicação gerou revolta e rodou sem questionamento — exatamente como planejado.
Só que estava errado. E errado de um jeito que qualquer pessoa com calculadora no celular consegue desmentir em quarenta segundos.
O piso nacional é R$ 5.130,63 para 40 horas semanais. Os professores de Patrocínio trabalham 27 horas e recebem R$ 3.917,00. Pega o salário, divide pelas 27 horas, multiplica por 40 — dá R$ 5.802,96. Patrocínio está R$ 672,33 acima do piso. Treze vírgula um por cento acima. A conta cabe num guardanapo.
O problema não é que erraram. O problema é que continuaram.
Mostrado o erro, apresentado o cálculo, explicada a lei — a publicação seguiu no ar. E aí o erro deixa de ser erro. Vira escolha. Quem publica dado falso depois de ver a correção não está desinformado. Está desinformando.
Patrocínio reorganizou toda a carreira do magistério, criou o Programa Valoriza Educa, aprovou a Lei Municipal nº 262/2025 e estruturou uma política salarial baseada no vencimento real — não em penduricalhos e gratificações que maquiam o básico. O resultado é um salário proporcional que supera inclusive o pago pela rede estadual de Minas Gerais.
Isso não aparece no ranking. Ranking que omite carga horária não informa — recorta. E recorte que gera manchete negativa em ano eleitoral, sobre município cujo governo tem adversário com candidatura na praça, não é coincidência. É estratégia com roupa de jornalismo.
A conta está feita. Está pública. Está correta. Quem ainda publica o contrário que explique por quê.
Descobriram que R$ 3.917 é menor que R$ 5.130 e fizeram um ranking. Parabéns. Faltou só lembrar que 27 horas também é menor que 40 — mas matemática é difícil, né Tadeu? 😂





