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Educação

O Tempo se retrata: Patrocínio paga acima do piso nacional

Após publicar levantamento que colocava o município entre os que remuneram professores abaixo do mínimo legal, o jornal corrigiu o erro — os dados ignoravam a carga horária de 27 horas da rede municipal; a conta certa mostra que Patrocínio paga R$ 5.802,96, valor 13,1% acima do piso nacional e quase R$ 700 além do que a lei exige

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O jornal O Tempo publicou um levantamento colocando Patrocínio entre os municípios mineiros com maior número de professores recebendo abaixo do piso nacional do magistério. O dado estava errado. A comparação ignorou um elemento básico de qualquer análise sobre remuneração docente: a carga horária.

O piso nacional, fixado em R$ 5.130,63, vale para uma jornada de 40 horas semanais. Em Patrocínio, os professores regentes trabalham 27 horas-relógio por semana e recebem vencimento inicial de R$ 3.917,00. Feita a proporcionalização prevista pela própria Lei do Piso Nacional do Magistério — a Lei Federal nº 11.738/2008 —, o valor equivalente a 40 horas chega a R$ 5.802,96. Patrocínio não está abaixo do piso. Está R$ 672,33 acima dele.

A distorção gerada pelo levantamento motivou o município a divulgar um esclarecimento formal, detalhando o cálculo e exigindo que análises comparativas considerem a estrutura real de cada rede — carga horária, vencimento base e composição salarial. Comparar salários brutos sem levar em conta as horas trabalhadas produz um ranking que não corresponde à realidade.

Cabe, aqui, uma pergunta que o próprio levantamento não responde: a falha é metodológica ou conveniente? O TCE-MG, órgão de controle com corpo técnico qualificado, sabe — ou deveria saber — que comparar salários sem considerar a carga horária proporcional não é análise, é recorte. Curiosamente, entre os membros do tribunal está Tadeu, figura que, além do cargo no TCE, carrega um interesse eleitoral bem definido neste ano: sua noiva disputa as eleições municipais em Patrocínio como candidata da oposição ao governo do prefeito Gustavo Brasileiro. Para os críticos, quando a metodologia falha sempre no mesmo sentido, fica difícil chamar de erro. A pergunta que fica é simples: falha técnica ou escolha conveniente?

O cenário atual da remuneração docente em Patrocínio não é herança. A gestão do prefeito Gustavo Brasileiro encontrou as carreiras da educação municipal defasadas e promoveu uma reestruturação completa por meio do Programa Valoriza Educa e da Lei Municipal nº 262/2025. A reorganização estabeleceu critérios técnicos claros, eliminou distorções causadas por gratificações artificiais e fixou o vencimento básico como eixo da política salarial — uma escolha que garante mais transparência e estabilidade para os profissionais.

O resultado coloca Patrocínio em posição destacada no cenário regional. Em vários casos, a remuneração praticada pelo município supera inclusive os valores pagos pela rede estadual de Minas Gerais. O O Tempo, por sua vez, deve a retratação aos professores de Patrocínio — e aos leitores que foram informados de forma incorreta.

Patrocínio paga R$ 16,80 a mais por hora trabalhada do que o exigido pelo piso nacional — e 13,1% acima do mínimo legal quando a jornada é corretamente proporcionalizada.

 

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Um Comentário

  1. Uma falta de consideração com os professores de Patrocínio. Essa informação deve ter vindo sobre os professores de apoio, que foi trocado por agentes de apoio não precisando deste profissionais terem curso superior , defasando assim a qualificação e a remuneração destes profissionais. Pensou que ia passar despercebido tal mudança?

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