Câmara de Patrocínio
Política

Maria Clara vota sim na PEC do Cala a Boca e reforça apoio ao governo Zema

Deputada de Patrocínio apoia a privatização da Copasa e endossa proposta apelidada de “PEC do Cala a Boca”, alvo de críticas por restringir debate legislativo.

A deputada estadual Maria Clara Marra (PSDB), representante de Patrocínio, votou sim no 1º turno do projeto que autoriza a privatização da Copasa. O voto, alinhado ao governo Romeu Zema, reforça sua posição dentro da base governista e consolida seu apoio a uma das pautas mais controversas da atual legislatura.

O projeto foi aprovado por 50 votos a 17, em sessão marcada por protestos da oposição e relatos de forte pressão política. Parlamentares do Triângulo Mineiro dividiram-se entre apoio, resistência e ausências estratégicas.

A proposta, que altera regras de alienação de ações da Copasa e abre caminho para entrega do controle à iniciativa privada, também foi acompanhada de outro ponto sensível: a aprovação de um pacote que recebeu o apelido de “PEC do Cala a Boca”. A expressão, amplamente utilizada por parlamentares da oposição, sindicatos e especialistas, se consolidou porque o texto reduz etapas de discussão e limita instrumentos de obstrução no processo legislativo, encurtando o tempo de debate público e parlamentar. A crítica central sustenta que o governo buscou acelerar a tramitação de projetos complexos sem o necessário escrutínio. O Palácio Tiradentes, por sua vez, defende que as mudanças apenas racionalizam procedimentos e garantem eficiência.

Ao votar sim, Maria Clara aderiu ao discurso governista de que a privatização ampliaria investimentos, aumentaria a eficiência e modernizaria o saneamento no estado. O posicionamento, embora juridicamente legítimo, encontra resistência entre prefeitos e entidades que temem impactos tarifários e eventuais dificuldades para municípios de menor porte.

A aprovação em 1º turno não encerra o tema. A proposta ainda precisa ser confirmada em nova votação, o que mantém abertas as disputas internas e a pressão sobre parlamentares que vêm sendo cobrados por suas bases. Em Patrocínio, o voto de Maria Clara deve ampliar o debate local sobre o futuro dos serviços de saneamento e as alianças políticas para 2026, especialmente diante da crescente polarização entre modelos públicos e privados de gestão.

A tendência, no entanto, é de que o governo Zema mantenha maioria sólida. Se isso ocorrer, a deputada emerge como peça confiável dentro da articulação governista, enquanto a oposição promete judicializar trechos da PEC e contestar eventuais atropelos no processo decisório.

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