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“Espalha lixo” em ação: ex-vereador transforma saída de Pedros em aula prática de mau exemplo

Flagrado descartando resíduos fora do local correto, suplente ignora caçamba vazia, despreza regras básicas e encarna, fora da TV, a caricatura do cidadão que suja a cidade

Há personagens que envelhecem mal. O ex-vereador e suplente de Patrocínio, agora rebatizado pela cena que protagonizou como “espalha lixo”, foi flagrado descartando resíduos de forma irregular na saída da comunidade de Pedros. A ironia não se esforça: uma caçamba vazia estava ao lado, intacta, ignorada como se fosse peça decorativa.

Não foi falta de informação, nem de estrutura. Foi opção. De alguém que já discursou em tribuna, já pediu voto e já posou de defensor do interesse público. Na prática cotidiana, preferiu ensinar pelo avesso — o tipo de aula que dispensa teoria e sobra vergonha alheia.

A cena evoca, com precisão incômoda, o Luiz Espalha Lixo, personagem do Pica-Pau criado para ridicularizar quem trata estradas e ruas como lixeiras improvisadas. No desenho, a mensagem era educativa e infantil. Aqui, ganha versão adulta, consciente e politicamente constrangedora. O que era caricatura virou método.

Enquanto o governo municipal aperta a fiscalização, investe em campanhas educativas e aplica multas para conter o descarte irregular, o ex-parlamentar resolve colaborar com o problema. Não por desconhecimento, mas por convicção prática: regras são para os outros; o chão resolve.

A cidade tenta avançar. Alguns insistem em arrastar o debate para trás, saco a saco. O episódio não é um tropeço isolado, é um retrato fiel: quando a caçamba está vazia e a calçada vira destino, o discurso perde validade. Resta o apelido — e o lixo.

Créditos Imagem: A Voz do Povo

Restaurante Guarita

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