Policial

Polícia Civil conclui inquérito sobre morte após ingestão de substância vendida como manitol em Patrocínio

Investigação apura erro em produto manipulado por farmácia de manipulação de uma grande rede; caso envolveu uma morte e outros atendimentos médicos

 

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que apura a morte de uma mulher de 59 anos após a ingestão de uma substância adquirida como manitol em uma farmácia de manipulação de uma grande rede, no município de Patrocínio, no Alto Paranaíba. O caso ocorreu em junho de 2025 e também envolveu outras pessoas que apresentaram sintomas de intoxicação.

De acordo com a Polícia Civil, ao menos sete pacientes procuraram atendimento médico após utilizarem o produto, indicado para exames de colonoscopia. Uma das vítimas teve agravamento do quadro clínico e morreu no dia 13 de junho daquele ano.

Segundo as apurações, o produto comercializado continha ácido bórico, substância que não se destina ao uso oral. Conforme informado pela corporação, a ingestão desse composto pode causar reações adversas graves, o que motivou a instauração do inquérito policial.

A investigação aponta que o equívoco teria ocorrido durante o processo de fracionamento da substância. Imagens do sistema interno da farmácia, analisadas pela polícia, mostram um funcionário separando o material sem a conferência adequada das etiquetas. A perícia técnica confirmou posteriormente a presença de ácido bórico nos frascos apreendidos.

Os farmacêuticos responsáveis técnicos pela unidade foram ouvidos durante o procedimento investigativo. Segundo a Polícia Civil, ficou apurado que o fracionamento deveria ocorrer sob supervisão, e o inquérito registrou falhas nos mecanismos internos de controle e fiscalização.

Ao final da apuração, a Polícia Civil indiciou o funcionário envolvido por homicídio culposo e lesão corporal culposa em relação a outras vítimas. Os farmacêuticos responsáveis foram indiciados por homicídio culposo majorado e lesão corporal culposa majorada, em razão de possível omissão no dever de fiscalização. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, que analisará o caso.


Linha do tempo do caso

Junho de 2025
Pacientes procuram atendimento médico após ingerirem produto adquirido para exames.

Dias seguintes
Autoridades de saúde notificam o caso; Polícia Civil inicia apuração.

13 de junho de 2025
Mulher de 59 anos morre após agravamento do quadro clínico.

Durante a investigação
Perícia identifica presença de ácido bórico nos frascos analisados.

Análise de imagens
Câmeras internas registram o processo de fracionamento do produto.

Janeiro de 2026
Polícia Civil conclui o inquérito e encaminha o caso ao Judiciário.

 

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