Maria Clara Marra vota contra servidores públicos pelo segundo ano seguido
Deputada de Patrocínio integra minoria que rejeitou reajuste de 9,36% ao funcionalismo estadual; aprovação final ficou em 5,4%, índice que sindicatos classificam como insuficiente e chamam de "calote" diante das perdas acumuladas nos últimos anos

Dutada de Patrocínio integra minoria que rejeitou reajuste de 9,36% ao funcionalismo estadual; aprovação final ficou em 5,4%, índice que sindicatos classificam como insuficiente e chamam de “calote” diante das perdas acumuladas nos últimos anos
A deputada estadual Maria Clara Marra (PSDB), eleita por Patrocínio, voltou a rejeitar benefícios ao funcionalismo público mineiro. Desta vez, a parlamentar assinou o voto contra o reajuste de 9,36% reivindicado pelos servidores do Executivo estadual — repetindo o mesmo posicionamento que adotou em 2024, quando votou contra os profissionais da educação.
Marra integrou um grupo de 24 deputados que barraram o índice mais generoso. A Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou, na quinta-feira (26), reajuste de 5,4% para os servidores civis e militares do Executivo — proposta encaminhada pelo próprio Governo de Minas. O texto passou em segundo turno com 49 votos favoráveis e retroage a janeiro de 2026, garantindo o pagamento das diferenças acumuladas.
Para as entidades sindicais, porém, 5,4% representa um recuo em relação às perdas históricas do funcionalismo. Representantes de categorias chamaram o índice de “calote”, argumentando que a correção não repõe o poder de compra erodido nos últimos anos. A situação dos professores expõe a fragilidade do acordo: Minas Gerais segue descumprindo o piso nacional do magistério, em valores integral e proporcional, e o novo reajuste não muda essa realidade. O estado ainda carrega o rótulo de pior salário do país para professores da rede pública.
O contraste com outros poderes agrava o desgaste político. Enquanto os servidores do Executivo recebem 5,4%, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) obteve reajuste de 10,94% — o maior aprovado na sessão. O percentual embute recomposição de perdas acumuladas desde 2014 e atinge cargos comissionados, funções gratificadas e adicionais de desempenho, com vigência a partir de janeiro de 2026. Os servidores do Tribunal de Justiça (TJMG) e do Ministério Público (MPMG) receberam 5,53%, retroativo a maio de 2025. A Defensoria Pública ficou com 4,44%. A própria ALMG aprovou 5,4% para seu quadro de pessoal, com percentual adicional sobre o IPCA.
Na prática, a maior parte desses projetos chegou pronta ao plenário — elaborada pelos gestores de cada órgão — e os deputados apenas referendaram cada proposta, sem debate substantivo. O PL 5.323/26, que cobre os servidores do Executivo, projeta impacto de R$ 260,9 milhões por mês e R$ 3,43 bilhões ao ano, conforme estimativa da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).
Para os eleitores de Patrocínio e da região, o histórico de votos de Maria Clara Marra contra o funcionalismo público acende um sinal de alerta: em dois anos consecutivos, a deputada escolheu o lado oposto ao dos trabalhadores do serviço público mineiro.




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