Prefeitura petista destina R$ 3,1 milhões a trio elétrico
Contrato milionário para eventos culturais em 2026 levanta críticas sobre prioridades da gestão do PT, gastos públicos, uso do dinheiro do contribuinte e impacto real para a população

A prefeitura petista de Alcobaça, no sul da Bahia, firmou um contrato de R$ 3,1 milhões para a realização de festas e eventos públicos ao longo de 2026, decisão que reacende o debate sobre prioridades administrativas, responsabilidade fiscal e uso de recursos públicos em municípios de pequeno porte. O acordo foi assinado com a empresa Mirante Serviços e Locações Ltda. e prevê a locação de trios elétricos, sistemas de som profissional, iluminação cênica, geradores de energia e contratação de artistas para eventos oficiais.
O contrato tem vigência de dezembro de 2025 a dezembro de 2026 e estabelece que os pagamentos serão feitos conforme a execução dos serviços. No entanto, o texto contratual permite a ampliação do valor total por meio de aditivos, caso outras secretarias apresentem novas demandas, o que abre margem para aumento ainda maior dos gastos públicos com eventos e entretenimento.
Outro ponto que chama atenção é a ausência de exigência de garantia financeira da empresa contratada, prática comum em contratos de alto valor. A multa prevista por eventual descumprimento total é limitada a até 30% do valor contratado, percentual considerado baixo diante do montante envolvido.
Na prática, o investimento equivale a mais de R$ 125 por habitante, número que ganha peso em uma cidade marcada por problemas crônicos na saúde pública, dificuldades na educação municipal e carências evidentes em obras de infraestrutura urbana, como pavimentação, saneamento básico e manutenção de equipamentos públicos. Enquanto essas áreas seguem enfrentando limitações orçamentárias, a gestão municipal opta por destinar milhões a festas financiadas com dinheiro do contribuinte.
A administração do prefeito Givaldo Muniz (PT) afirma que a contratação busca fortalecer a cultura local, impulsionar o turismo e ampliar o acesso da população a eventos gratuitos. A justificativa, porém, não elimina as críticas sobre a escolha política de priorizar shows, trios elétricos e atrações artísticas em detrimento de investimentos estruturantes e serviços essenciais.
O caso de Alcobaça se soma a outros episódios que alimentam discussões nacionais sobre gastos públicos, contratos milionários para eventos, prefeituras governadas pelo PT e a distância entre discurso social e prática administrativa. Em um cenário de recursos escassos, a decisão expõe um contraste incômodo entre a retórica de cuidado com os mais vulneráveis e a realidade das prioridades orçamentárias adotadas pelo poder público.
Imagem: Bradock News





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