Gasolina sobe 6,8% e diesel 4,4%: reajuste do ICMS pressiona preços e reacende críticas ao aumento
Alteração aprovada pelo Confaz, prevista para janeiro de 2026, amplia carga tributária sobre combustíveis e deve afetar transporte, consumo e cadeias produtivas.

A decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) de atualizar as alíquotas do ICMS sobre combustíveis a partir de 1º de janeiro de 2026 provocou forte reação entre especialistas e consumidores. O aumento ocorre em um momento de desaceleração econômica e amplia a pressão sobre itens essenciais, especialmente transporte e alimentos.
A gasolina terá o maior reajuste, saltando de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro — alta de 6,8%. O diesel e o biodiesel subirão de R$ 1,12 para R$ 1,17, um avanço de 4,4%. O GLP, utilizado para o preparo de alimentos, também ficará mais caro, passando de R$ 1,39 para R$ 1,47 por quilo, alta de 5,7%.
O Confaz afirma que os novos valores seguem a metodologia definida pela Lei Complementar nº 192/2022, que fixa alíquotas específicas com base na média dos preços monitorados pela ANP. Ainda assim, o impacto desse modelo volta ao centro do debate. Para analistas, a atualização ocorre em um ambiente de inflação reprimida e tende a encarecer o custo de vida, sobretudo nas camadas de renda mais baixa.
O aumento também afeta o transporte rodoviário — responsável pela maior parte da logística do país —, o que deve gerar repasses em cadeia. Economistas ouvidos por entidades do setor apontam que a medida, embora legalmente prevista, chega em um momento inoportuno, elevando uma carga tributária já considerada pesada sobre combustíveis.
A partir de janeiro, consumidores deverão sentir o reajuste diretamente nas bombas, enquanto estados e União voltam a discutir alternativas para equilibrar arrecadação e impacto social.





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